Sobre nós
- Círculo de Vivência Pagã - Faces da Deusa.
- Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brazil
- Somos um Círculo de estudos/praticas do paganismo e suas vertentes. O nome Faces da Deusa é inspirado nas faces da Grande Mãe que são muitas. Vimos que vários de nós cultuam a Deusa de varias maneiras assim, podemos suprir a necessidade de culto/praticas de cada indivíduo. Não somos um Círculo Wiccaniano. Somos pagãos sem dogmas ou rótulos. Nosso desejo é honrar a Deusa e o Deus de varias formas sejam elas, através de rituais ou pequenos encontros. Em nosso Círculo sempre há palestras, rituais, exercícios, meditações, e cursos todos, ministrados pelos próprios membros ou não. Todas nossas atividades internas são gratuitas e nossos encontros são mensais, sempre aos finais de semana. Se você deseja fazer um visita ou participar de nosso Círculo entre em contato através do email: contatocvpfacesdadeusa@gmail.com Mais informações sobre agenda, rituais, palestras e etc.: Facebook: https://www.facebook.com/groups/cvpfacesdadeusa - " Vamos dançar em volta da fogueira e honrar ao Deuses com força e devoção."
segunda-feira, 16 de março de 2015
Dia de Morgana Le Fay.
Hoje é um dia incrível no paganismo, pois, a egrégora de Morgana está no ar e nada mais lindo que celebrar e meditar sobre a vida mitológica desta Sacerdotisa de Avalon.
Morgaine Le Fay ou Morgana Le Fay, sendo conhecida na Grã-Bretanha como Morgana das Fadas, dentre outros nomes, aparece nas histórias do Rei Artur. O nome Morgaine tem origem celta e quer dizer mulher que veio do mar. Pode-se escrever Morgaine ou Morgan. Morgaine também é muito conhecida na Itália por um fenômeno chamado Fata Morgana, traduzindo Fada Morgana. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que Morgana foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha, meia-irmã de Arthur. É filha de Igraine, e Gorlois, Duque da Cornualha.
Como o dia é dedicado a Morgana, nada como uma boa meditação e conexão com os 4 elementos.
Podemos pedir força para essa Sacerdotisa, esta egrégora poderosa para transpor os obstáculos de nosso cotidiano, podemos pedir mais sabedoria e dedicação.
Aos novos caminhantes do Paganismo que nunca assistiu as Brumas de Avalon ou leu algum livro está é a hora.
Bençãos a todos.
Ezequiel Chouette.
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"A avó materna de Artur, Viviane I, foi da linhagem dinástica de Avalon, uma parenta dos reis merovíngios. Sua tia, Viviane II, foi a mantenedora oficial do Misticismo Celta e essa herança passou, no momento certo, para a filha de Ygema (Igraine), Morgana. Artur era casado com Guinevere, da Bretanha, mas ela não pôde ter filhos. Por outro lado, Artur gerou Modred, com Morgana. Registros antigos, como o Promptuary of Cromarty, sugerem que a meia-irmã de Artur, Morgana (também conhecida como Morgaine ou Morgan le Faye), foi casada com o rei Urien de Rheged e Gowrie, que nos romances arturianos é chamado de Urien de Gore.
ResponderExcluirPor direito, Morgana era uma Sagrada Irmã de Avalon e alta sacerdotisa celta. Os textos da Real Academia Irlandesa se
referem a ela como "Muirgein, filha de Aedàn em Belach Gabráin".
(...)
Alguns autores consideram a relação sexual de Artur com sua meia-irmã, Morgana, incestuosa, mas a Grã-Bretanha celta não considerava a situação por esse ângulo. Naquela época, prevalecia o conceito da natureza dual de Deus, bem como o antigo conceito da sagrada irmã-noiva. Nesse sentido, a oração dos celtas começava: "Nosso Pai-Mãe nos céus" e, acompanhando-a, havia ritos especificamente definidos que denotavam a encarnação mortal da entidade dupla "macho/fêmea". Como a manifestação terrestre da deusa Ceridwin, Morgana representava o aspecto feminino, enquanto Artur, como seu meio-irmão por parte de mãe, era seu verdadeiro parceiro na tradição estabelecida desde os tempos dos faraós.
No festival de Beltane, em maio, Artur foi pego como um deus em forma humana e obrigado a participar de um ritual de relação sagrada entre os aspectos gêmeos do Pai-Mãe encarnado. Considerando-se a presumida divindade de Artur e Morgana durante esse rito, qualquer criança do sexo masculino que nascesse dessa união seria considerada o Cristo celta, e ungido como tal. Por isso, embora Artur estivesse destinado a se tornar o tema proeminente da história romântica, seu filho Mordred era quem teria a mais alta posição espiritual; ele era o designado Cristo da Grã-Bretanha, o arcebispo ordenado da Sagrada Família e um rei pescador ungido.
Em sua maturidade, Artur manteve a tradição romana, mas foi o arcebispo Mordred quem se esforçou para amalgamar os velhos ensinamentos celtas com os da Igreja Cristã, tratando os sacerdotes druidas e cristãos com igualdade. Foi essa diferença essencial entre pai e filho que os dispôs um contra o outro. Artur se tornara essencialmente romanizado, enquanto Mordred mantinha a tolerância religiosa na verdadeira natureza da tradição do Graal. Apesar do extraordinário sucesso da carreira inicial de Artur, sua eventual tendência católica o fez trair seu juramento celta de aliança. Como Grande Rei dos bretões, ele deveria ser o defensor da Fé, mas em vez disso impunha ao povo rituais específicos (mas Mordred é que é considerado traidor em todas as lendas...)
Quando Artur e Mordred pereceram em 603, a morte de Artur não foi lamentada pela Igreja Celta, mas ele nunca será esquecido. Seu reino caiu porque ele ignorou os códigos de lealdade e serviço. Sua extrema negligência facilitou a conclusão da conquista saxônica, e seus cavaleiros vagarão pela terra devastada até que o Graal seja devolvido. Ao contrário do que se vê em todos os mitos e lendas, foi o arcebispo Mordred (não Artur), prestes a morrer, quem foi tirado do campo pelas Santas Irmãs de sua mãe, Morgana".
("A Linhagem do Santo Graal" - Laurence Gardner)
"A avó materna de Artur, Viviane I, foi da linhagem dinástica de Avalon, uma parenta dos reis merovíngios. Sua tia, Viviane II, foi a mantenedora oficial do Misticismo Celta e essa herança passou, no momento certo, para a filha de Ygema (Igraine), Morgana. Artur era casado com Guinevere, da Bretanha, mas ela não pôde ter filhos. Por outro lado, Artur gerou Modred, com Morgana. Registros antigos, como o Promptuary of Cromarty, sugerem que a meia-irmã de Artur, Morgana (também conhecida como Morgaine ou Morgan le Faye), foi casada com o rei Urien de Rheged e Gowrie, que nos romances arturianos é chamado de Urien de Gore.
ResponderExcluirPor direito, Morgana era uma Sagrada Irmã de Avalon e alta sacerdotisa celta. Os textos da Real Academia Irlandesa se
referem a ela como "Muirgein, filha de Aedàn em Belach Gabráin".
(...)
Alguns autores consideram a relação sexual de Artur com sua meia-irmã, Morgana, incestuosa, mas a Grã-Bretanha celta não considerava a situação por esse ângulo. Naquela época, prevalecia o conceito da natureza dual de Deus, bem como o antigo conceito da sagrada irmã-noiva. Nesse sentido, a oração dos celtas começava: "Nosso Pai-Mãe nos céus" e, acompanhando-a, havia ritos especificamente definidos que denotavam a encarnação mortal da entidade dupla "macho/fêmea". Como a manifestação terrestre da deusa Ceridwin, Morgana representava o aspecto feminino, enquanto Artur, como seu meio-irmão por parte de mãe, era seu verdadeiro parceiro na tradição estabelecida desde os tempos dos faraós.
No festival de Beltane, em maio, Artur foi pego como um deus em forma humana e obrigado a participar de um ritual de relação sagrada entre os aspectos gêmeos do Pai-Mãe encarnado. Considerando-se a presumida divindade de Artur e Morgana durante esse rito, qualquer criança do sexo masculino que nascesse dessa união seria considerada o Cristo celta, e ungido como tal. Por isso, embora Artur estivesse destinado a se tornar o tema proeminente da história romântica, seu filho Mordred era quem teria a mais alta posição espiritual; ele era o designado Cristo da Grã-Bretanha, o arcebispo ordenado da Sagrada Família e um rei pescador ungido.
Em sua maturidade, Artur manteve a tradição romana, mas foi o arcebispo Mordred quem se esforçou para amalgamar os velhos ensinamentos celtas com os da Igreja Cristã, tratando os sacerdotes druidas e cristãos com igualdade. Foi essa diferença essencial entre pai e filho que os dispôs um contra o outro. Artur se tornara essencialmente romanizado, enquanto Mordred mantinha a tolerância religiosa na verdadeira natureza da tradição do Graal. Apesar do extraordinário sucesso da carreira inicial de Artur, sua eventual tendência católica o fez trair seu juramento celta de aliança. Como Grande Rei dos bretões, ele deveria ser o defensor da Fé, mas em vez disso impunha ao povo rituais específicos (mas Mordred é que é considerado traidor em todas as lendas...)
Quando Artur e Mordred pereceram em 603, a morte de Artur não foi lamentada pela Igreja Celta, mas ele nunca será esquecido. Seu reino caiu porque ele ignorou os códigos de lealdade e serviço. Sua extrema negligência facilitou a conclusão da conquista saxônica, e seus cavaleiros vagarão pela terra devastada até que o Graal seja devolvido. Ao contrário do que se vê em todos os mitos e lendas, foi o arcebispo Mordred (não Artur), prestes a morrer, quem foi tirado do campo pelas Santas Irmãs de sua mãe, Morgana".
("A Linhagem do Santo Graal" - Laurence Gardner)